terça-feira, 22 de julho de 2014

Silent Grace Foundation é uma organização não governamental, sem fins lucrativos, que existe desde 2008, que busca fomentar o desenvolvimento sustentável comunitário através de processos participativos. Tivemos a oportunidade de conversar com Andrea Perez Homar, Diretora Executiva da organização, que compartilhou com o grupo o projeto desenvolvido na comunidade Dessources, município de Croix-des-Bouquets no Haiti. 
O projeto desenvolveu, em conjunto com a comunidade, a construção de um banheiro seco, a demanda surgiu a partir da análise de situação de saúde realizada pela equipe multiprofissional da organização.
A roda de conversa problematizou a forma de atuação de organizações não governamentais, o trabalho em equipe multidisciplinar e a atuação em territórios vulneráveis.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Residência Integrada Multiprofissional em Saúde Coletiva: o começo de um novo ciclo

Há países sem lugar e histórias sem cronologia;
cidades planetas, continentes, universos,
cujos vestígios seria impossível rastrear em qualquer mapa ou
em qualquer céu,
muito simples porque não pertencem a lugar nenhum.
Sem dúvida, essas cidades, esses continentes,
esses planetas nasceram, como se costuma dizer,
na cabeça dos homens, ou, na verdade,
no interstício de suas palavras,
na espessura de suas narrativas, ou ainda,
no lugar sem lugar de seus sonhos, no vazio de seus corações;
numa palavras, é o doce gosto das utopias.
No entanto, acredito que há - e em toda sociedade;
utopias que têm lugar preciso e real,
um lugar que podemos situar no mapa;
utopias que têm um tempo determinado,
um tempo que podemos fixar e medir conforme o calendário de todos os dias.
É bem provável que cada grupo humano,
qualquer que seja, demarque, no espaço que ocupa,
onde realmente vive, onde trabalha,
lugares utópicos, e, no tempo em que se agita,
momentos ucrônicos.

Michel Foucault
O Corpo Utópico, as Heterotopias

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013


Tragédia na Vila Liberdade e a (re)construção de um território


Hoje visitamos a comunidade da Vila Liberdade para conversar com os moradores e líderes comunitários, segundo o que foi relatado foram aproximadamente 200 moradias atingidas pelo incêndio e mais de 400 pessoas estão alojadas temporariamente na Escola Municipal de Ensino Fundamental Vereador Antônio Giúdice, localizada na Rua Caio Brandão de Melo, s/nº; no bairro Humaitá. As famílias estão no ginásio de esportes da escola que disponibilizou o espaço para acolher os desabrigados, além disso, o espaço da cozinha está sendo utilizado e foram cedidos dois funcionários da escola para fazer as refeições.




Primeiramente a comunidade está precisando de doações de alimentos, roupas, lençóis, toalhas, repelente, pasta de dente, escova de dente, papel higiênico, fraldas, brinquedos, sabonete, produtos de limpeza, etc. Os alimentos mais doados são arroz, feijão e massa, porém também precisam de outros alimentos como: azeite, sal, açúcar, leite, café solúvel, etc.






A Escola De Enfermagem Ufrgs e a Secretaria Executiva da Associação Brasileira da Rede Unida estão atuando como ponto de coleta para esses alimentos e item de necessidade básica.
Hoje recebemos muitas doações nos nossos pontos de coleta e vamos diariamente levar para comunidade, e atualizar quanto as principais necessidades para que não sobre algumas coisas e faltem outras, por isso fiquem ligados nas informações, através das comunidades Saúde Coletiva UFRGS e Caesc Ufrgs. Se alguém tiver disponibilidade de ajudar a levar as doações, pois temos apenas um carro particular que estamos usando para isso.






Sabemos da importância, nesse primeiro momento, em auxiliar os moradores nesses itens de necessidades básicas, porém quem estiver disponível para auxiliar nas atividades de organização, no local, ou escuta com as famílias para apoio psicológico e para não sobrecarregar aqueles que estão lá trabalhando e apoiando essas famílias.










Conversamos com o presidente do SindBancarios Porto Alegre, Mauro Salles e a Diretora Milena Oliveira sobre a situação na comunidade da Vila Liberdade, que prontamente se disponibilizaram para auxiliar como posto de coleta e doação de cestas básicas.



sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

DISCIPLINA DE PRÁTICAS INTEGRADAS EM SAÚDE I

Avaliação Final: Relatório de vivência interdisciplinar - Mostra Práticas Integradas em Saúde I


sexta-feira, 23 de novembro de 2012

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

DISCIPLINA DE PRÁTICAS INTEGRADAS EM SAÚDE I

(RE)Conhecimento do Território

No primeiro cenário de práticas da disciplina, todos os estudantes e professores, visitaram  os locais onde os grupos iriam atuar durante o semestre. Durante a visita tivemos a oportunidade de conhecer as estruturas dos serviços de saúde, conversar com alguns profissionais das equipes e eventualmente com algum morador, assim como circular pelas imediações dos locais tendo a oportunidade de um primeiro contato com a população local, conhecendo e reconhecendo esse território. Na perspectiva de utilizar novas práticas pedagógicas, foi proposto o desafio de fotografarmos nossos diversos olhares durante a visita, posteriormente as fotos seriam utilizadas para que o grande grupo pudesse fazer uma análise coletiva do registro desses diversos olhares. 
A utilização da fotografia como dispositivo de reflexão nos proporciona fazer novas conexões entre os saberes, associando o campo teórico e a realidade do território registrada através do nossos olhares. Enquanto prática pedagógica inovadora, pouco utilizada nos cursos de graduação, nos permite refletir sobre as interpretações feitas dessa realidade através do nosso próprio olhar e enquanto exercício de alteridade fazer uma interpretação  do olhar do outro no momento do registro, tendo potencial para que possamos fazer uma troca de reflexões, saberes e interpretações da mesma realidade que se mostra tão diversa por diferentes olhares. 
"Muitas vezes se lêem afirmações em tom conclusivo sobre assuntos que, examinados mais de perto, poderiam ser relativizados. Sabemos todos que fotografar é permanentemente fazer escolhas,  escolhas que serão fundamentais para a construção do nosso discurso  visual – sim, porque fotografias são discursos, e mesmo quando alguns utilizam a fotografia para propor enigmas ou para não propor nada, esta será também uma forma de discursar.(ACCHUTI)" Disponível em: http://www.fotoetnografia.com.br/textos/cruzando_olhares_25-abril-2006.pdf
Assim como as "afirmações em tom conclusivo" olhadas de perto podem ser relativizadas, a interpretação da fotografia também pode ser relativizada e mesmo que essa escolha no momento do registro queira refletir o nosso olhar, sempre teremos a interpretação do outro baseada em suas crenças, valores e cultura que são as mais diversas possíveis. Mas assim como quando relemos um texto de nossa própria autoria possivelmente vamos querer fazer uma alteração, cada vez que olharmos uma fotografia teremos um interpretação diferente e também podemos dizer que ao conhecer o território sempre estaremos reconhecendo, pois o território está em constante transformação e reflete  as relações e redes que nele estão estabelecidas.
A riqueza da fotografia enquanto prática pedagógica está na troca dessas diversas interpretações, essas trocas e mudanças nas nossas interpretações, a partir do nosso próprio olhar ou em confronto com outros olhares, que refletem nosso aprendizado.


Na fotografia abaixo, estão alguns estudantes e professores da disciplina concentrados em frente a ESF Santa Anita, cenário de prática de atuação do grupo que sou componente junto com estudantes dos cursos de fisioterapia, nutrição, serviço social, medicina e uma colega da saúde coletiva.



Nesta outra foto podemos ver a Escola Estadual de Ensino Fundamental Piauí, local onde está localizado a ESF Santa Anita.